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Mil toneladas de produtos químicos apreendidos na maior operação de sempre contra as drogas sintéticas na Europa

Mil toneladas de produtos químicos apreendidos na maior operação de sempre contra as drogas sintéticas na Europa

A Operação Fabryka conduziu ao desmantelamento de uma rede criminosa que operava em toda a Europa.

Joana Bénard da Costa - RTP /
Daniel Dan via Unsplash

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a Europol revela que as apreensões retiraram potencialmente "300 toneladas de drogas sintéticas" do mercado de drogas da União Europeia.

As autoridades policiais determinaram que a rede terá importado mais de 1.000 toneladas de precursores (produtos químicos usados no fabrico de estupefacientes e substâncias psicotrópicas) , quantidade que seria suficiente para produzir mais de 300 toneladas de drogas sintéticas como MDMA, anfetaminas e catinona.


De acordo com a Europol, a investigação teve início em 2024 com base em informações partilhadas pela Polícia Polaca e culminou agora numa ação coordenada contra a alegada cadeia grossista responsável pela importação e distribuição de precursores químicos. Os produtos eram provenientes da China e da Índia, entravam na UE através de vários países e eram transportados para a Polónia onde voltavam a ser embalados e depois distribuídos a laboratórios clandestinos espalhados pela União Europeia.

Aliás, a principal rede criminosa alvo desta investigação era composta sobretudo por cidadãos polacos, com a participação de alguns cidadãos belgas e holandeses que operavam em grupos interligados.Na Polónia, foram detidas 19 pessoas e uma na Alemanha.

A Europol revela que a "estrutura operacional desta rede criminosa era complexa, com sete empresas legais na Polónia a facilitar as atividades de importação e distribuição, e uma coordenação de alto nível entre os diferentes grupos criminosos nos países da EU". Em alguns casos, as mesmas células criminosas que operavam dentro da rede maior geriam em simultâneo a "logística para o fornecimento de precursores" e a "coordenação da produção em laboratórios clandestinos".

O ponto de partida da investigação foi a importação de produtos químicos legais habitualmente utilizados em indústrias como a farmacêutica. Os volumes importados para a Europa eram excecionalmente elevados, o que levantou suspeitas, além de que no processo de reembalamento os produtos foram, em grande parte, rotulados de forma incorreta para facilitar a distribuição aos locais de produção, uma prática que, segundo a Europol, “indicava claramente intenção criminosa”.

Contando com os 20 detidos nesta última fase, no total, desde o início da operação “Fabryka”, foram efetuadas 85 detenções.

Sob coordenação da Europol, estiveram envolvidas autoridades policiais e judiciais da Bélgica, República Checa, Alemanha, Países Baixos, Polónia e Espanha.
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